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13 Lições para a vida


Hoje abri o Instagram e o primeiro vídeo que caiu pra mim foi da Camila Alves, modelo casada com o ator Matthew McConaughey. Normalmente eu costumo não dar muita atenção, mas a imagem remetia ao filme "Clube de Compras Dallas", que eu particularmente amei. Acabei assistindo o vídeo que na realidade se tratava de um discurso maravilhoso do ator na Universidade de Houston. Já aviso: é longo... Mas deixa de preguiça! Vale a pena ler:


"

...

Sabemos que o mercado para os graduados de faculdade está mais competitivo do que nunca.


Talvez alguns de vocês já tenham um trabalho acertado, um caminho onde o trabalho de hoje pode se tornar a carreira de amanhã. Mas para a maioria de vocês, o futuro provavelmente parece meio nebuloso — você não tem aquele trabalho que reflete diretamente o grau que você concluiu, e muitos de vocês nem sequer tem qualquer trabalho. Você acabou de completar o seu currículo vital de educação escolar — aquele que você começou quando tinha 5 anos de idade, aquele que o trouxe até aqui… mas o seu futuro, o seu “os dias por vir”, pode não estar mais claro do que estava há 5 anos. E ainda mais, você não encontrou todas as respostas que achou que encontraria — e isso é assustador.


Mas também é OK, porque, vamos combinar, é assim que as coisas são. Esta é a realidade que nós enfrentamos hoje, o mundo no qual vivemos. Eu não estou aqui para desanimá-los ou de qualquer forma menosprezar as realizações que celebraremos esta noite. Ao contrário. Mas eu estou aqui para ser um pouco duro, para pular as adulações e os falsos elogios, porque o que eu sei do que eu estou falando:


Quanto mais cedo nos tornamos menos IMPRESSIONADOS — com a nossa vida, realizações, carreira, com a perspectiva à nossa frente… quanto mais cedo nos tornarmos menos IMPRESSIONADOS e mais ENVOLVIDOS com elas, mais cedo nos tornamos melhores nelas.


Então, eu vou falar com vocês sobre algumas coisas que eu aprendi ao longo da minha jornada — a maioria pela própria experiência, algumas que eu ouvi de passagem, muitas que eu ainda estou aprendendo, mas todas, verdades.


Sim, eu sei que elas podem ser verdades só para mim, mas eu não acho que isso as torne MINHAS verdades… porque você não pode ser dono de uma verdade. Ao invés disso, pense nelas como sinalizações, como abordagens ou paradigmas, que tentarão compreender racionalmente certas satisfações. Essas verdades são suas para tomar, compartilhar, comparar com suas próprias, e aplicar pessoalmente em suas próprias vidas, à sua maneira, caso vocês queiram fazer isso.


1. A VIDA NÃO É FÁCIL…


Eis aqui a primeira delas: A VIDA NÃO É FÁCIL. Não tente fazê-la ser fácil. Ela não é justa, nunca foi, não é agora, nunca será. Não caia na armadilha do direito de se sentir uma vítima, pois você não é. Supere isso e siga com isso. E sim, as coisas mais gratificantes são aquelas que você precisou suar um pouco para conquistar.


2. “INACREDITÁVEL” É A PALAVRA MAIS ESTÚPIDA DO DICIONÁRIO


Ele não deveria nunca sair de nossas bocas.

Dizer: “Que jogo inacreditável! Que livro inacreditável… que filme… que gesto… sério?

Qualquer coisa pode ser espetacular, fenomenal, mais excelente que excelente… mas inacreditável? Não. Dê aos outros e a si próprio um pouco mais de crédito. Aconteceu, você viu, você mesmo o fez, então, acredite!

E sobre o outro lado de inacreditável? É quando nós, seres humanos, “sob pressão” ou “fora de nós”, fazemos algo inacreditável. “Homem suicida joga um jato contra o World Trade Center… milhões morrem de doenças para as quais já temos cura… Bob o construtor jura que vai ter a sua casa pronta até a Ação de Graças, mas você não poderá se mudar até o Natal do próximo ano… nosso melhor amigo mentiu para nós e nós mentimos para nós mesmos, o tempo todo…” Inacreditável? Acho que não… De novo, aconteceu e acontece… todos os dias.

Nada que nós terráqueos homo sapiens fazemos é inacreditável — uma coisa que você percebe das pessoas é que elas são… pessoas. Então, não deveríamos ficar surpresos, pois somos os mais complicados mamíferos caminhantes deste planeta! (Não são os macacos que me preocupam. São vocês e eu.)

Reconheça atos de grandeza como reais e não seja ingênuo sobre a capacidade da humanidade para o mal nem neguem os seus próprios defeitos.

Nada do que fazemos é inacreditável. Palavra estúpida. I-na-cre-di-ta-velmente estúpida.

3. FELICIDADE É DIFERENTE DE CONTENTAMENTO

“Eu quero mesmo é ser feliz.” Eu ouço isso o tempo todo. Mas o que é felicidade? A felicidade é, basicamente, uma resposta emocional a um acontecimento externo — Se eu ganhar eu vou ser feliz, se eu não ganhar eu não vou. Um “se eu… então…”, um tipo causa e efeito, um quid pro quo padrão, um toma lá dá cá, que não podemos sustentar por muito tempo porque ele tende a subir cada vez que o alcançamos. Sabem como é? A felicidade exige um determinado acontecimento, ela depende de resultados.

Se é de felicidade que vocês estão atrás, então vocês ficarão frequentemente desapontados e estarão infelizes na maior parte do seu tempo. Contentamento, por outro lado, é outra coisa. Ele não é uma escolha, não é uma resposta a algum resultado, ele é uma constante. Contentamento é “o sentimento de que estamos fazendo aquilo que fomos feitos para fazer”, não importando o resultado.

Pessoalmente, como um ator, eu passei a gostar de meu trabalho e a, literalmente, me contentar com ele quando parei de tentar fazer do meu labor diário um meio para um fim — Eu preciso que este filme seja um sucesso de bilheteria, eu preciso que minha performance seja reconhecida, eu preciso do respeito dos meus pares.

Todas essas aspirações são razoáveis, obviamente, mas a verdade é que, assim que a realização do filme, o fazer, o trabalho em si mesmo, se tornou a própria recompensa, eu obtive mais bilheteria, mais elogios e bem mais respeito do que jamais tivera. Vejam, o contentamento está sempre no processo, na construção, no esforço constante, vivo e benéfico, na certeza de se estar fazendo o que se foi feito para fazer… e fique contente em fazê-lo!

4. CRIE A SUA PRÓPRIA DEFINIÇÃO DE SUCESSO

Eu fui a uma loja de vodu no sul de Nova Orleans há alguns anos — eles tinham frascos de poções mágicas empilhados em colunas com títulos acima de cada um deles que anunciavam em quais campos aquelas poções poderiam ajudar — Fertilidade, Saúde, Família, Assistência Jurídica, Energia, Perdão, Dinheiro.

Adivinhem qual coluna estava vazia? Dinheiro. Vamos admitir, o “dinheiro” é o rei hoje, é ele que faz o mundo girar. O Dinheiro é o Sucesso, pois quanto mais o temos, mais sucedidos somos, não?

Eu diria que até os nossos valores culturais tem sido financeirizados nesses dias — a humildade não está mais em voga, pois é muito passiva. Ao contrário, o que conta é ficar rico muito rápido na internet, aqueles 15 minutos de fama. Acontece todo dia.

Mas, todos nós queremos ter sucesso, não? A pergunta que temos de nos fazer é o que é o sucesso para nós, o que é sucesso para você? Mais dinheiro? Ok, eu não tenho nada contra dinheiro. Mas talvez sucesso seja uma família saudável, um casamento feliz, ajudar outros, ser famoso, estar bem espiritualmente, tornar o mundo um lugar um pouco melhor do que era quando o encontramos.

Continue a fazer a si mesmo essa pergunta. Sua resposta pode mudar ao longo do tempo e isso é bom, mas faça a si mesmo este favor: Indiferente de qual for a sua resposta, não escolha nada que vá colocar sua alma em perigo. Priorize quem você é, quem você quer ser, e não perca seu tempo com nada que vá antagonizar sua personalidade. Não consuma a propaganda da hora. Ela pode ter um sabor doce hoje, mas ela te dará várias amarguras amanhã. A vida não é um concurso de popularidade. Seja corajoso, enfrente a subida da montanha, mas em primeiro lugar, responda à pergunta: “Qual é a minha montanha?”

Como faço para definir o sucesso? Para mim, é uma questão de cinco coisas — ser um bom pai, ser um bom marido, ter saúde, uma boa carreira e amizades. Estas são as coisas importantes em minha vida.

Então, eu tento equilibrar cada uma delas a cada dia, tento conferir cada uma, para ver se ou não estou em débito ou se tenho crédito, pra ver se estou no negativo ou no positivo em cada um desses itens.

Por exemplo, às vezes, minha carreira está indo bem (estou no positivo), mas vejo que meu relacionamento com minha esposa poderia receber um pouco mais de atenção. Daí, eu tenho que compensar no campo “ser um marido melhor” para sair do vermelho. Ou então noto que minha saúde espiritual poderia receber alguma ajuda (negativo), mas tudo bem, minhas amizades e minha vida social estão a mil (positivo)… Neste caso, eu tenho então de recalibrar, ver os pesos e contrapesos, ir mais à igreja, lembrar-me de que preciso expressar gratidão com mais frequência. Eu tenho que voltar a equilibrar a balança, pois eu desejo manter todos os 5 itens de forma saudável e eu sei que se eu NÃO cuidar deles, se eu não cuidar da sua manutenção, um deles vai sofrer, vai mergulhar no débito, ficar no vermelho, ir à falência, adoecer e talvez… morrer mesmo.

Então, primeiro, temos de definir o sucesso para nós mesmos, para depois trabalharmos duro para buscar e manter tal noção — numa frequência diária, cuidando do nosso jardim, assegurando que as coisas importantes para nós fiquem em boa forma.

Vamos admitir, todos nós temos dois lobos dentro de nós, um bom e um mau, vocês sabem do que estou falando — e os dois querem comer… Nós apenas precisamos alimentar o lobo bom um pouquinho mais que o outro.

5. ELIMINAR É O PRIMEIRO PASSO DA IDENTIDADE

(Em outras palavras: Onde você NÃO está é tão importante quanto onde você está)

Em 1992, eu consegui meu primeiro trabalho como ator. Três falas, três dias de trabalho, num filme chamado Jovens, loucos e rebeldes.

Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá.

O diretor, Richard Linklater, ficou me convidando a voltar ao set a cada noite, colocando-me em mais cenas com mais falas e é claro que eu só continuei dizendo SIM. Eu estava louco de alegria. As pessoas diziam que eu era bom nisso e estavam me dando um cheque de 325 dólares por dia. E eu dizia SIM, deem-me mais cenas, estou amando isso! E lá pelo final das filmagens, as três falas tinham se tornado três semanas de trabalho e lá me fui eu, “no Chevelle anos 70 do Wooderson, meu personagem, comprar ingressos para Aerosmith.” Éramos os caras.

Bem, há alguns anos eu estava assistindo o filme de novo e eu observei duas cenas nas quais eu realmente não deveria aparecer. Em uma das cenas, eu saí da tela para logo depois voltar para apenas verificar se nenhum dos outros personagens queria mesmo ir comigo. Revendo o filme, e você vai concordar se você conhece o louco do Wooderson, ele não era o tipo de sujeito que diria “até” para depois voltar e checar “se ninguém queria mesmo ir com ele.” Não, pois quando Wooderson vai embora ele não volta, pois não é o tipo de cara que para, pensa e retorna, certo? Ele simplesmente “gosta daquelas meninas do ensino médio porque ele fica mais velho e elas não.”

Meu ponto é: eu não deveria ter estado naquela cena, eu deveria ter saído à esquerda e nunca mais voltado.

Mas naquela época, fazendo o meu primeiro filme, sendo convidado a voltar ao set, descontando aquele cheque e tendo aquela bolada, eu QUERIA muito ter mais tempo na tela, eu QUERIA muito estar em mais cenas, a ponto de voltar a ela, entendem?

Eu não deveria ter estado lá. Wooderson não deveria ter estado lá.

Ou seja, é tão importante onde não estamos agora quanto onde estamos.

O primeiro passo que nos leva à formação da nossa identidade na vida geralmente não é “Eu sei quem eu sou”, mas sim “Eu sei quem eu não sou.”

Trata-se de um processo de eliminação.

Nos definirmos por aquilo que não somos é o primeiro passo para descobrir quem somos.

Sabe aquele grupo de amigos com quem costumamos sair e que não desperta o melhor em nós? Eles fofocam demais, ou eles são meio pra baixo, e eles realmente não vão estar lá por nós numa briga. Ou que tal aquele bar que continuamos frequentando para depois acordar com a pior ressaca das nossas vidas? Ou aquela tela de computador que continua não nos deixando sair de casa para nos envolvermos com o mundo, em alguma interação humana? Ou aquela comida que continuamos e continuamos comendo? O gosto é bom mas nos fará sentir um lixo na próxima semana quando estivermos mais lentos e mais pesados.

Essas pessoas, esses lugares, essas coisas — parem de dar a eles o seu TEMPO e a sua ENERGIA. Não vá mais lá, deixe-os de lado, pois quando você realmente parar de dar a eles seu tempo, você inadvertidamente perceberá que está gastando mais tempo com pessoas e visitando mais lugares que são mais saudáveis para você, que trazem a você mais contentamento. Por quê?

Porque você acabou de eliminar o “quem”, o “onde”, o “que” e o “quando” que estavam afastando você de sua própria identidade. Sério. Muitas opções nos tornam um bando de tiranos. Então, se livre do excesso, do tempo desperdiçado, diminua suas opções… e você terá, acidental e quase inocentemente, o que é de fato importante, num processo de eliminação.

Saber quem somos é difícil. Então, dê-se o tempo necessário. Elimine quem você não é primeiro, e você vai se encontrar sendo quem você precisa ser.

6. NÃO DEIXE MIGALHAS PARA TRÁS — E AS BELEZAS DA GRATIFICAÇÃO ADIADA

O que seriam migalhas? As migalhas das quais estou falando são as escolhas que fazemos hoje e que nos fazem olhar para trás amanhã.

Você não pagou o que devia àquele cara e hoje à noite você o viu sentado 3 fileiras atrás de você … merda! Você está traindo seu cônjuge e então descobre que amanhã, ela e a moça com quem você está indo pra cama estarão na mesma reunião de pais e mestres… merda de novo! Você bebeu demais ontem à noite e está com muita ressaca para levar o seu filho às 8h da manhã de sábado para a sua aula de beisebol. São dessas migalhas que eu estou falando! Elas vêm na forma de remorso, culpa e arrependimento — você as deixa hoje e elas vão te causar mais estresse amanhã, além de impedi-lo de criar um futuro individual e único no qual você NÃO terá de olhar para trás.

Então… vamos seguir o script. Em vez de criar ecos que vão nos prejudicar, vamos criar ecos que vão nos favorecer, que vão nos pagar de volta, que vão manter nosso fogo aceso, que vão nos deixar ligados, pela maior parte do tempo em nosso futuro próximo.

São dessas escolhas que eu estou falando e estas são as belezas da gratificação adiada.

Mire em você mesmo. Faça um favor a si próprio. Faça as escolhas que comprem um hoje que te pagará amanhã. Resíduos positivos. Na minha área, isso se chama “dinheiro postal”. Eu faço bem o meu trabalho hoje e eu recebo cheques em minha caixa de correio daqui a cinco anos — uma parcela futura do meu trabalho de hoje.

Então, se você está preparando a máquina de café na noite anterior para simplesmente apertar um botão na manhã seguinte, ou se preparando para uma entrevista de emprego descansando bem na noite anterior, ou optando em não ligar para uma mulher casada, porque você sabe que vai se sentir horrível na manhã seguinte — e também porque o marido dela carrega uma arma –, ou então pagando suas contas em dia para que quando você encontre aquele sujeito sentado a três fileiras você não tenha de se esconder torcendo para ele não te ver. Conquiste algum R.D.I. — Retorno de Investimento –, pois o maior investimento é esse: Você mesmo. Quando faz isso, você está criando um futuro só seu.

Não deixe migalhas para trás.

7. DISSEQUE OS SEUS SUCESSOS (E A RECIPROCIDADE DA GRATIDÃO)

Muitas vezes, nos concentramos em nossos fracassos. Nós os estudamos. Ficamos obcecados com eles. Nós os dissecamos. Acabamos intoxicados com eles ao ponto de alcançarmos a desilusão.

Quando escrevemos em nossos diários? Quando estamos deprimidos. Sobre o que fofocamos? Sobre as falhas e limitações de outras pessoas. Podemos dissecar a nós próprios até a auto-aversão se não tomarmos cuidado — e eu acho que na maioria das vezes nossa obsessão com o errado apenas gera mais erros e fracassos.

A maneira mais fácil de dissecar o nosso sucesso é através da gratidão. Dar graças por aquilo que temos, pelo que está funcionando, apreciando as coisas simples que às vezes tomamos por certo ou por garantido. Devemos agradecer por essas coisas, pois essa gratidão sempre nos devolve algo, nos dando mais e mais razões para sermos gratos. É simples, e funciona.

Não estou dizendo que devemos negar nossos fracassos. Não é isso, pois podemos aprender com eles, mas só devemos olhá-los de forma construtiva. Eles são um meio para revelar no que somos bons, no que podemos melhorar, em quais campos temos tido sucesso.

Eu tenho lido um monte de resenhas bem ruins, e as “boas” resenhas ruins, aquelas escritas por pessoas talentosas. Estas são construtivas, porque me revelam exatamente o que consegui traduzir em meu trabalho, o que consegui comunicar, o que foi visto e o que não foi. Eu não fico obcecado com os aspectos desfavoráveis dessas resenhas, mas procuro o que posso aprender com elas. Porque o que as críticas na verdade desvelam e tornam mais evidente é o que de fato eu faço bem, no que eu sou bem sucedido… e então eu disseco essas coisas.

A vida é um verbo. Tentamos dar o nosso melhor. Mas nem sempre fazemos o nosso melhor. Bem, arquitetura é também um verbo. E já que somos os arquitetos de nossas vidas, que estudemos nossos hábitos, nossas práticas, nossas rotinas que não só nos levaram ao sucesso como também aquelas que alimentam nossas vitórias… nosso contentamento, nossas verdadeiras dores, nossas risadas, nossas lágrimas merecidas… Vamos dissecar tudo isso e também agradecer por estas coisas. Quando fazemos isso, o que acontece? Nós nos tornamos melhores nelas… e daí, teremos ainda mais coisas para dissecar.

8. CRIE OBRIGAÇÕES VOLUNTÁRIAS

Nossos pais nos ensinaram coisas quando éramos crianças. Professores, mestres, o governo e as leis, todos eles nos dão orientações para navegar na vida, regras que devemos respeitar em nome da prestação de contas.

Eu não estou falando sobre essas obrigações. Eu estou falando sobre aquelas que nós criamos para nós mesmos, com nossa espiritualidade, com nossa própria consciência. Eu estou falando sobre Você versus Suas Obrigações. Nós temos de tê-las. Mais uma vez, estas são as leis e expectativas que reconhecemos e adotamos apenas para nós mesmos. Estas são obrigações baseadas em nossas principais crenças, por nossa conta e risco.

Não é o imposto reduzido por se ter uma condução segura, sem multas, pois aqui você não vai ser multado ou encarcerado se não satisfazer as obrigações de que falo — ninguém governa essas obrigações, exceto você.

Elas são os segredos que você tem consigo, em conselho privado, seus protocolos pessoais, e já que ninguém te expulsa de uma festa quando você os quebra, ninguém tampouco vai prendê-lo quando você faltar com eles. Exceto você mesmo. Ok, tudo bem. Talvez alguns policiais que receberam uma chamada por “perturbar a vizinhança” às 2:30 da manhã, porque você estava tocando bongôs em seu aniversário, façam isso.

O melhor travesseiro de um homem é sua paz de espírito. Quando nós nos deitamos no travesseiro à noite, não importando quem está em nossa cama conosco, todos nós, sem exceção, dormimos sozinhos. Estes são nossos grilos falantes pessoais. E não há policiais suficientes em todo o mundo para policiá-los. Eles são responsabilidade sua.

9. SUBSTITUINDO O POSSO PELO QUERO

1995. Eu havia recebido meu primeiro grande pagamento como ator. Eu acho que foi de 150 mil. O filme foi Somente elas e estávamos filmando em Tucson, e AZ e eu estávamos morando nesta pequena casa, pertinho do Parque Nacional de Saguaro. A casa vinha com uma empregada. Minha primeira empregada. Aquilo era fantástico. Até que numa sexta-feira qualquer eu recebi uma amiga e estávamos conversando e rindo, comigo contando sobre o quanto estava feliz com a minha vida ali. A casa. A empregada. Especialmente a empregada. E eu estava dizendo a ela “que a moça limpava o lugar depois que eu saía para o trabalho e que ela lavava minhas roupas, os pratos, deixava água perto da minha cama, preparava minhas refeições, e ainda por cima, que ela PASSAVA minhas calças jeans!” Então minha amiga, sorrindo, feliz por minha animação com todo aquele “serviço de luxo” que estava recebendo, vira pra mim e diz “Bem… isso é incrível… se você quiser seus jeans passados.”

Eu meio que olhei para ela, titubeando sem dizer nada, sabe com é?, com uma cara de imbecil, e aquilo me pegou…

Eu odiava aquela linha que descia pelas minhas calças! Foi então, pela primeira vez, que eu me dei conta… eu nunca tinha pensado sobre NÃO gostar daquela linha engomada na frente dos meus jeans! Isso porque eu nunca tinha tido antes uma empregada para passar a ferro meus jeans! E uma vez que eu a tinha, agora, pela primeira vez na minha vida, eu só gostava porque eu podia ter algo assim, sem nunca ter realmente pensado se eu queria algo do tipo. Bem, eu não queria. Aquela linha irritante… e naquela noite eu aprendi algo.

Só porque você PODE?… Não! Essa não seria uma boa razão para se ter qualquer coisa na vida. Mesmo quando isso significar que você pode ter mais, seja mais exigente, faça uma escolha, porque você QUER isso, FAÇA QUALQUER COISA porque você QUER fazer.

Eu nunca mais tive meu jeans passado depois disso.

10. UM TETO É UMA COISA FEITA PELO HOMEM

3 de janeiro de 1993. Finais do NFL (Liga Nacional de Futebol Americano). O Houston Oilers jogava contra o Buffalo Bills. Oilers 28 a 3 no intervalo e 35 a 3 no início do segundo tempo. Mas daí, pra surpresa de todos, Frank Reich e os Bills deram a volta por cima e chegaram 41–38 na prorrogação, numa das maiores reviravoltas da história da NFL. Sim, eles venceram, mas não chegaram a de fato bater os Oilers. Isso porque foram os próprios Oilers que bateram em si próprios.

Por quê? Porque no primeiro tempo eles estabeleceram um teto, uma meta, um limite para a sua confiança em si mesmos, algo também conhecido como “prevenção da defesa”. Como atingiram seu teto, devem ter começado a pensar no próximo jogo e voltaram só pra jogar por jogar, abafando com isso sua vantagem mental no segundo tempo e pronto, perderam. Em apenas 2 tempos o treinador defensivo Jim Eddy passou de O Treinador do Ano e “o mais concorrido técnico do próximo ano” a um sujeito sem emprego na NFL.

Você já ficou encurralado? Você sabe o que quero dizer. Falo de atrapalhar-se diante do gol, de ficar com a língua presa diante do microfone, com a mente congelada num exame para o qual você se preparou, de se esquecer daquela frase essencial diante de quatro mil formandos no seu discurso para a Universidade de Houston? Ou talvez aquele sentimento de “Oh Deus, a vida não pode ser melhor! Será que mereço tudo isso?”

O que acontece quando vivenciamos isso? Ficamos tensos e petrificados, tendo essa experiência de visão externa, quando realmente nos vemos em terceira pessoa, quando nos damos conta de que aquele momento ficou maior que nós mesmos? Você já sentiu isso? Eu sim.

E isso acontece porque nós criamos um teto fictício, um telhado, para as expectativas que temos para nós próprios, uma meta, um limite — quando pensamos que tudo está bom demais para ser verdade. MAS NÃO ESTÁ. E NÃO TEMOS O DIREITO DE DIZER OU DE ACREDITAR NISSO.

Não devemos criar essas restrições para nós. Uma fita azul, uma estátua, uma pontuação, uma grande ideia, o amor da nossa vida, uma felicidade imensa. Quem pensamos que somos para achar que não mereceremos ou que não conquistamos essas dádivas com nossos esforços?

Não temos esse direito.

Mas se continuarmos em processo, dentro de nós mesmos, imersos no contentamento de fazer algo, nunca ficaremos encurralados diante da linha de chegada. Por quê? Porque não estaremos pensando numa linha de chegada, porque não estaremos olhando para o relógio, porque não estaremos nos observando no telão do estádio, realizando qualquer ato no meio do campo ou no pódio. Ao invés disso, estaremos imersos no processo, o FAZER É O DESTINO… e nós NUNCA chegaremos lá.

Bo Jackson ultrapassou a linha de gol, deixando pra trás a lateral e indo pro vestiário — os grandes lançadores e artilheiros do mundo não visam o alvo, eles visam o que há depois do alvo.

Fazemos o nosso melhor quando os nossos alvos estão acima ou além da “média” ou da “medida”, quando nossos objetivos excedem continuamente nosso alcance, quando temos linhas de chegada inalcançáveis.

Quando fazemos isso, a corrida nunca acaba. A viagem não tem destino. A aventura nunca termina. Isso porque estaremos sempre a caminho. Faça isso e deixe as pessoas baterem em seu ombro e dizer: “Ei, você marcou o ponto” ou “Ei, você ganhou.” Ou ainda, deixem elas dizer “você pode ir para casa agora.” Deixem-nas dizer “eu também te amo”. Deixem-nas dizer “muito obrigado”.

Esqueçam os tetos ou limites que os homens construíram e que colocamos acima de nós mesmos e sempre, sempre joguem para virar o jogo!

11. VIRE A PÁGINA

O falecido treinador da Universidade do Texas, o fantástico Daryl Royal foi para mim e para várias outras pessoas um excelente amigo. Um monte de gente prestava atenção nele. Um deles era um músico chamado “Larry”. Naquela época, Larry estava no auge de sua carreira de cantor country, tendo conquistado seu primeiro sucesso e sua vida ia bem. Mas ele tinha ficado dependente de certa “substância branca” no processo e numa festa, depois de “pausa para ir ao banheiro”, Larry seguiu confiante em direção a Daryl, que era um mentor para ele, e começou a contar a ele uma história. O treinador ouviu, como sempre fazia, e quando Larry terminou sua história e estava prestes a deixá-lo, Daryl colocou a mão em seu ombro e muito discretamente disse: “Larry, você tem algo em seu nariz”. Larry foi correndo ao espelho do banheiro e viu restos do pó branco que ele não havia limpado. Ele ficou muito chateado consigo mesmo. Envergonhado mesmo. Especialmente porque se sentiu desrespeitoso com o grande treinador, mas também porque havia se acostumado tanto à droga que nem se dava mais ao trabalho de escondê-la.

No dia seguinte, Larry foi a casa de Daryl e tocou a campainha. “Treinador, eu preciso falar com o senhor,” ele disse. “É claro, pode entrar”, o velho mestre respondeu.

E Larry contou a ele tudo. Como se estivesse num confessionário. Ele contou o quanto estava envergonhado e como ele “havia perdido seu caminho” no meio da fama e da fortuna. Depois de mais ou menos uma hora, Larry, chorando, perguntou ao treinador: “O que você acha que eu devo fazer?”. Então, Daryl, sendo um homem de poucas palavras, apenas olhou para ele e calmamente confessou: “Larry, eu nunca tive qualquer problema em virar a página do livro da minha vida”. Larry ficou sóbrio desde então.

Você nunca chegou na beira de um abismo? Preso no vai e vem de um vício ou de um hábito ruim? Eu sim. Você cometerá erros e quando isso acontecer, assuma-os, corrija-os e siga em frente. Culpa e arrependimento matam muitos homens antes do tempo. Vire a página, siga em frente. VOCÊ é o autor do livro da sua vida. Então, vire a página.

12. DÊ CRÉDITO AOS SEUS OBSTÁCULOS

Você sabe estas camisetas com slogan “Sem Medo”? Eu não sei o que elas significam. Quer dizer, eu tento me assustar ao menos uma vez ao dia. Sinto frios no estômago todas as manhãs, antes de ir pro trabalho. Eu estava nervoso antes de chegar aqui, para falar a vocês nesta noite. Eu acho que o medo é uma coisa boa, sabe? Por quê? Porque aumenta a nossa NECESSIDADE de superar justamente o medo.

Digamos que o seu obstáculo particular é o medo da rejeição. Você deseja expulsar esse medo mas você tem medo de que aquela pessoa te diga “não”. Você quer pedir aquela promoção, mas tem medo de que seu chefe pense que você está passando dos seus limites.

Bem, ao invés de negar esses medos, declare-os, diga-os em voz alta, os admita, dê a eles o crédito que eles merecem. Não seja machão, agindo como se esses medos não significassem grande coisa e não fique paralisado negando que tais medos existam, pois isso significa fugir da sua necessidade de superá-los. Ou seja, eu falo da crença de que todos nós estamos destinados a encontrar justamente aquilo que mais tememos.

Então, dê crédito aos seus obstáculos e com isso você será merecedor deles. Encontre a coragem para vencê-los ou veja claramente que eles não valem o medo que temos deles.

Seja corajoso, tenha coragem. Quando você fica mais e mais forte, você fica mais consciente e mais respeitoso — consigo mesmo e com os seus medos.

13. ENTÃO, COMO É QUE SABEMOS QUANDO CRUZAMOS COM A VERDADE?

13. Por que 13? Azar, certo?

Bem, quando foi que o número 13 ficou mal na foto e se tornou o vira-lata da numerologia? Treze nunca me fez mal. Na verdade, 13 foi para mim um número que sempre me trouxe sorte. Deixa eu te contar como.

Eu sempre faço essas viagens solitárias de 21 dias, para lugares distantes onde desconheço a língua e ninguém sabe meu nome. São aventuras e também um expurgo necessário, uma jornada de purificação pessoal. Como um jejum de 21 dias de todas as coisas que tenho da minha vida bem sucedida e confortável. São como um check-OUT, para que eu possa ficar IN comigo mesmo.

Para que eu possa ver como estou indo, para me forçar a ser minha única companhia, para me olhar no MEU espelho. E você sabe o que pode acontecer quando fazemos ISSO? Às vezes, não gostamos do que vemos nele.

Em 1996, logo depois de ficar “famoso” com um filme chamado Tempo de matar, eu saí em uma dessas peregrinações de 21 dias — desta vez para as selvas e montanhas do Peru. A fama repentina que eu tinha conseguido era desproporcional. Meu rosto estava em todos os lugares, todo mundo queria um pedaço de mim, pessoas que eu nunca conheci juravam que “me amavam”. Onde eu ia, qual fosse o lugar, lá estava eu, num outdoor ou numa capa de revista. Foi bem estranho. O que era tudo aquilo? O quanto daquilo era real e o que era bobagem? Será que eu merecia tudo aquilo?”, eram as perguntas que eu estava me fazendo.

“Quem eu era realmente?” era outra.

Agora, há sempre um período de iniciação nessas viagens. Um certo tempo que leva para o local INICIAR o viajante. O tempo que leva para se desconectar do mundo que deixamos e nos tornarmos completamente presentes no lugar que estamos visitando… Para mim, esse período de iniciação dura geralmente cerca de 13 dias. Sim. Treze dias infernais até que eu consiga SAIR do meu próprio modo de ser. Depois disso, é só velejar com bons ventos.

Certa vez, na noite do décimo segundo dia da minha viagem de 21, eu estava me acomodando num acampamento. Eu já tinha caminhado 80 milhas até ali e uma caminhada de três dias para Machu Pichu me esperava.

Eu estava cansado de mim mesmo. Lutando com a perda do meu anonimato, com a culpa corroendo pecados do meu passado e cheio de pesar. Eu estava sozinho — desgostoso com a companhia que eu estava tendo, a minha própria — e fazendo um bom trabalho em expulsar mentalmente toda a merda que estava dentro de mim.

Às voltas com esses demônios, eu não conseguia dormir. Todas aquelas ideias e projeções e expectativas e ansiedades que eu estava carregando comigo. Eu precisava me livrar de tudo aquilo… mas quem era eu? Me perguntei. Não só nesta viagem, mas nesta vida. Então, eu me despi da cabeça aos pés. Eu tirei todos os nominativos que me davam orgulho e confiança, todas as decorações de vitrine, a embalagem ao redor do produto que era eu, meu próprio coração. Eu tirei até meu boné simbólico de fé e sorte norte-americana, deixando de lado também os talismãs das minhas aventuras passadas. Eu até descartei o anel de ouro do meu falecido pai, aquele que ele havia me dado, que foi feito a partir do dele, do anel de noivado de minha mãe e de um de seus dentes.

Eu estava nu. Literal e figurativamente. E então… eu cai doente. Encharcado de suor, eu vomitei até que não houvesse mais resquício algum de bile em minha barriga, até que eu desmaiasse de pura exaustão.

Poucas horas depois, eu acordei na manhã do décimo terceiro dia, com o sol nascente. Surpreendentemente fresco e energizado, me vesti, fiz um pouco de chá e fui para uma caminhada matinal. Não para o meu destino, que seria Machu Pichu, mas sim para qualquer lugar que fosse, sem destino. Meu estômago ainda estava um pouco irritado da purgação da noite anterior, mas eu curiosamente me sentia muito bem: vivo, limpo, livre, leve.

Ao longo de um caminho lamacento, eu virei uma curva e lá no meio da estrada eu avistei uma miragem de cores, eram os rosas, azuis e vermelhos mais magníficos que eu já tinha visto. Foi elétrico, brilhante e vibrante, pairando acima da superfície, como se aquelas cores estivessem ligadas a alguma usina neon.

Eu parei. Olhei. Não havia maneira de contornar aquilo: O chão da floresta à minha frente era realmente feito de MILHARES DE BORBOLETAS. Lá, diante de mim, em meu caminho.

Foi ESPETACULAR.

Fiquei algum tempo, e em algum momento da minha fascinação, ouvi esta pequena voz dentro da minha cabeça dizendo as seguintes palavras, “Tudo que eu quero é o que eu posso ver, e o que eu posso ver, é o que está diante de mim.”

Naquele momento, pela primeira vez naquela viagem, eu tinha parado de antecipar o que estaria me esperando ao virar a curva, tinha parado de pensar sobre o que estava chegando perto ou sobre o que estava à frente. O tempo ficou mais lento. Eu já não estava com pressa para chegar em qualquer lugar. Minhas ansiedades foram deixadas para trás.

Horas depois eu voltei para o acampamento e fiz minhas malas para seguir viagem a Machu Pichu. Eu tinha um impulso novo no meu passo, uma nova energia. Os monges locais com quem eu viajava notaram isso e gritaram para mim: “você é luz, Mateo, luz!!!”

Sabe, eu me perdoei naquela manhã. Eu me livrei da culpa, do peso sobre meus ombros, com minha penitência sendo paga, comigo voltando às boas graças divinas. Eu apertei a mão de mim mesmo, o meu melhor amigo, aquele ao qual nós estamos presos para sempre. A partir daquele dia em diante, a aventura se tornou incrível. Eu estava presente, fora do meu caminho auto-centrado, não antecipando o seguinte, abraçando apenas o que estava na frente de meus olhos, e dando a tudo aquilo a atenção que lhe era devida.

Sabe, eu cruzei com uma verdade naquela manhã. Eu a encontrei? Eu não sei, mas eu suspeito que foi ela que me encontrou. Por quê? Porque eu me coloquei num lugar em que poderia ser encontrado. Porque eu me coloquei num lugar em que poderia receber a verdade.

Então, como é que sabemos quando cruzamos com a verdade?

Eu acredito que a verdade está ao nosso redor, o tempo todo. A resposta está sempre por perto. Mas nem sempre nós a vemos, ou a compreendemos, ou a ouvimos, ou a acessamos — porque muitas vezes nós não estamos no lugar certo.

Então, o que fazemos?

Em primeiro lugar, temos de nos colocar no lugar certo para receber a verdade. Vivemos em um mundo extremamente barulhento com todos os tipos de frequências vindo até nós — compromissos, prazos, correções, deveres, planos, expectativas — e todos elas tornam difícil a tarefa de se obter clareza e paz. Portanto, temos de colocar-nos conscientemente em um lugar específico para receber essa clareza. Indiferente disso ser oração, meditação, peregrinação, boa companhia, viagem, ou qualquer outra coisa.

Agende esse tempo para estar em um lugar que permita a você receber a verdade.

Agora, se nós a ouvirmos, se ela se tornar clara, como uma verdade que é natural e infinita, daí vem a segunda parte…

… que é você A TORNAR A SUA VERDADE. Pergunte como ela funciona para você, como se aplica a você, pessoalmente, por que você precisa dela em sua vida, especificamente.

Se fizermos isso, então vem a terceira parte…

… que é o ter a paciência necessária para INTERNALIZAR ESSA VERDADE — em nossa cabeça racional, em nossos ossos, em nossa alma, em nossos intestinos. Não podemos apressar esta parte, pois fazer isso leva tempo.

E se chegarmos tão longe, se a recebermos, se a tornarmos nossa, se a personalizarmos, se fizermos tudo isso, então vem a OBRA PRIMA…

Ter a coragem de agir sobre ela, de realmente trazê-la para nossas vidas diárias e praticá-la, tornando essa verdade uma parte ativa de quem somos e vivendo segunda ela.

Se pudermos fazer isso, então teremos o que eu penso ser o Paraíso na Terra.

O lugar onde está o que queremos também é o lugar onde precisamos estar. Quero dizer, este é o bilhete premiado, não? É lá que eu quero viver!

Assim, enquanto estamos aqui, nesta terra, vamos torná-la um lugar onde podemos nos esforçar, onde podemos acreditar, onde podemos apreciar o processo de realizar as coisas que nos propomos a realizar. Onde não temos que olhar sobre os nossos ombros, porque estamos ocupados demais fazendo o que é bom, mantendo voluntariamente o nosso próprio conselho, porque é assim que queremos, viajando através de linhas que nunca terminam.

Nós escrevemos o nosso livro. Superem seus medos. Sejamos amigos de nós mesmos.

É deste lugar que eu estou falando.

Muito obrigado, boa sorte e apenas sigam vivendo!"


Texto Original: https://brightreads.com/13-lessons-learned-e4f8ceb21e60#.8io804it1

Tradução de Enéias Tavares, jan 2017

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